quinta-feira, dezembro 23, 2004

Imprensa: CML combate solidão dos idosos de Lisboa

Publica o Diário de Notícias, na sua edição de hoje, a seguinte notícia da jornalista Susana Leitão: Combate à solidão - Capital tem mais de 120 mil idosos. Só na cidade de Lisboa há mais de 120 mil idosos, muitos deles, «não têm ninguém e vivem na mais profunda solidão», confirmou ao DN João Marrana, do pelouro de Acção Social da Câmara de Lisboa. O isolamento de muitos destes cidadãos é uma das razões principais que levam a autarquia a organizar diversas actividades ao longo do ano. O Natal Sénior foi «o culminar de um ano de diversas actividades que reuniram mais de 125 mil participantes», disse o organizador.
A iniciativa decorreu durante quatro dias, terminando hoje, com um almoço para 1500 idosos da divisão ocidental de Lisboa e 500 cidadãos sem-abrigo. Para a autarquia um dos pontos mais importantes desta iniciativa, para além do convívio, é o facto «de os convidados terem de se deslocar até ao local pelos seus próprios meios». Assim, continuou, «são obrigados a sair de casa, a percorrer a cidade e a encarar a realidade».
A dona Lucília tem 91 anos, mas a idade parece não lhe pesar. Sempre que tem oportunidade para dar um pezinho de dança, não o perde. Ontem, o dia foi de festa para dois mil idosos da cidade de Lisboa, que se juntaram no Centro de Congressos (antiga FIL), para um almoço-convívio.
Antes do almoço, a banda tocou alguns êxitos da música popular portuguesa e abriu o bailarico. O ambiente estava aliás bastante animado e a pista de dança era o local mais concorrido do pavilhão. «Se encontrar um par jeitoso vou dançar, porque não? Quem é que não gosta destas festas», disse ao DN Lucília Correia de Sousa, que já se pode considerar em habitué nestas andanças «Costumo inscrever-me na minha junta de freguesia e vou aos passeios.»
Para Elvira Almeida estes convívios, com ou sem almoço, são muito importantes, até porque «nos ajudam a esquecer os dias stressantes, e que nem sempre são muito animados». A convidada aguardava ansiosa a chegada de vizinhas e de um grupo de amigas, algumas que conheceu em vários convívios como aquele «É bonito juntarmo-nos todos assim», disse, como se de uma família se tratasse.

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