quarta-feira, março 02, 2005

Imprensa: reabertura da Quinta Pedagógica dos Olivais

Notícia da Agência Lusa, da jornalista Helena Neves: Quinta Pedagógica dos Olivais reabriu ao público com espaços renovados. Crianças e idosos foram os primeiros visitantes da Quinta Pedagógica dos Olivais que reabriu hoje ao público com espaços renovados e melhores acessos, a pensar nos visitantes portadores de deficiência.
Inaugurada a 16 de Abril de 1996, a Quinta encerrou a 26 de Julho do ano passado para obras de adaptação, orçadas em 400 mil euros, que se traduziram no melhoramento do piso e dos acessos às várias actividades existentes no espaço, no aumento de bancos e de sombras, bem como dos bebedouros adaptados a pessoas com deficiência.
Hoje, a Quinta Pedagógica, um projecto da Câmara Municipal de Lisboa, voltou a encher-se de crianças, provenientes de três escolas, e de idosos do Centro Social Paroquial de Olivais, que não se cansavam a elogiar os melhoramentos do espaço.
"Sim senhora, isto está diferente", exclamava Esmeralda Ribeiro, 79 anos, moradora nos Olivais e frequentadora do centro social.
Para a idosa, o espaço "está muito melhor, mais limpo e arranjado" e só deseja que se "conserve assim".
"A cidade tem de ser para todos e não só para alguns", dizia à Agência Lusa outra idosa, referindo-se às novas rampas de acesso para os deficientes que lhes permitem entrar sem dificuldades nas várias áreas à disposição na quinta.
As crianças também estavam deliciadas a observar os animais e a aprender como se planta uma horta.
De botas de borracha e ancinho na mão, as crianças ouviam com atenção os conselhos de um funcionário da quinta sobre como se trabalha a terra e planta as flores e os produtos hortícolas.
A acompanhá-los na visita esteve sempre o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues, que assinalou a reabertura do espaço com a plantação simbólica de dois pinheiros feita por várias crianças.
Carmona Rodrigues visitou os vários espaços da quinta, nomeadamente a "maternidade" das aves, onde as crianças aprendem a diferenciar o método natural (chocar os ovos no ninho) do método artificial, uma chocadeira.
A visita continuou pela padaria, onde as crianças aprendem a fazer pão, pela doçaria, onde se fazem doces de fruta, pela queijaria e pelo espaço ao ar livre onde se encontram os vários animais da quinta.
No final da visita, Carmona Rodrigues explicou que a "Quinta Pedagógica é um projecto de educação ambiental virado para a sensibilização e informação das crianças sobre os princípios do campo, da produção de alimentos, da manufactura do queijo, do pão, mas também de como vivem os animais, como são tratados e como se reproduzem".
"É uma sensibilização e uma transmissão de conhecimentos que normalmente as crianças da cidade não têm", reforçou o autarca, comentando: o Plano Director Municipal (PDM) de Lisboa diz que não há espaço rural na cidade de Lisboa, mas esta é a excepção.
Carmona Rodrigues disse ainda que as obras da quinta foram uma "prioridade" para dar resposta às inúmeras solicitações, nomeadamente das escolas.
A Quinta Pedagógica recebe uma média de 200 crianças por dia, disse à Agência Lusa a coordenadora do espaço, Luísa Távora.
Entre Setembro de 2003 e Julho de 2004, altura em que foi encerrada, a quinta recebeu a visita de 199.869 pessoas.
Conhecer os nomes dos animais, alimentar com palha os bovinos no prado, apanhar flores silvestres e as ervas daninhas do pomar, reconhecer os legumes da horta são algumas das actividades à disposição das crianças e que as estimulam, aumentando a sua motivação para aprender, acrescentou Luísa Távora.
Entre os animais da quinta estão burros, uma égua, ovelhas e carneiros, cabras e bodes, galinhas, patos, pavões, cães, gatos, porcos, leitões, coelhos e vacas.
A área total da quinta é de dois hectares, que incluem seis prados, um pomar, uma horta, três cozinhas, uma biblioteca, um armazém, um palheiro, estábulos, vacaria, curral, pocilga, coelheira, coreto e maternidade com chocadeira.

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