domingo, julho 31, 2005

CML coordena trabalho de apoio aos sem-abrigo em Lisboa

Notícia publicada hoje, no Jornal de Notícias, da autoria da jornalista Mónica Costa: Trabalho não se sobrepõe. Ao todo, são 23 as instituições que desenvolvem trabalho voluntário com camadas da população mais desfavorecidas. Partilha de informação evita colisão das acções
São 23 as equipas de rua que actuam em Lisboa para dar apoio a sem-abrigo, prostitutas e toxicodependentes, entre outros. Quase todas percorrem a cidade em horários nocturnos, integradas no Plano Lx - Plano Municipal de Prevenção e Inclusão de Toxicodependentes e Sem-Abrigo.
E o trabalho destas instituições nunca se sobrepõe. Como explicou ao JN, Bárbara Dias, da Novos Rostos... Novos Desafios (NRND) - associação com cerca de três anos- as zonas de intervenção podem ser as mesmas, mas cada uma trata casos diferentes. "Reunimos semanalmente, se alguma instituição já está a tratar de algum utente, leva-o até ao fim". "Estamos sempre em contacto, telefónico ou por e-mail e já nos conhecemos e em caso de dúvida confirmamos uns com os outros". Se surge algum caso novo é discutido entre todas as associações.
A colaboração entre instituições é frequente. Por exemplo, a pedido do Plano LX, a NRND começou há pouco tempo a reforçar, na zona do Intendente, a prestação de troca de seringas, uma acção levada a cabo pela Associação Vitae. Agora a NRND trabalha ali das 18.30 horas às 19.30, altura em que é substituida pela equipa da Vitae, que continua a fornecer os kits.
Também o caso de Dário (ver página anterior) foi um exemplo de cooperação. A sua colocação no Centro de Abrigo do Beato foi conseguida através de um telefonema de Bárbara. Só a NRND abrange 764 toxicodependentes, na sua maioria sem-abrigo.
Joana, 22 anos, é voluntária da instituição depois de ter concluído o seu estágio curricular. O trabalho ajudou-a a mudar a ideia que tinha destas pessoas. "Todos têm uma história diferente e todos tiveram uma vida antes desta". «Via-os como uma massa cinzenta, misturados com os andrajos que vestiam". Joana espera concluir o curso em Setembro, para poder ser estagiária profissional e continuar este trabalho.
Também Bruno, 23 anos, espera poder vir a ser estagiário profissinal. Está a efectuar o estágio curricular desde Fevereiro. Faz a ronda nocturna duas vezes por semana e afirma que a realidade da toxicodependência "nunca é a que se espera". "Desmistifiquei o que sentia", declara.
Bárbara, Joana e Bruno sabem que não é facil chegar até aos toxicodependentes, muitos dos quais são sem-abrigo, mas vão tentando sempre falar com eles, para que façam tratamentos. Alguns aceitam conversar.

Estudo municipal identifica 931 indivíduos a viver na rua. A Câmara Municipal de Lisboa efectuou, a 30 de Novembro de 2004, um "Estudo sobre a População de Rua da Cidade de Lisboa". Foram identificados 931 indivíduos. Todas as associações incluídas no Plano LX -Plano Municipal de Prevenção e Inclusão de Toxicodependentes e Sem-Abrigo, sairam à rua, para zonas previamente definidas, para proceder à contagem.
Destes 931,432 foram contactados na rua. Em estruturas de abrigo/acolhimento 499.
O inquérito foi levado a cabo nas 53 freguesias da cidade. As freguesias que apresentaram um maior número de indivíduos foram Santo Condestável: 66 (15% do total); Santa Engrácia: 26 (6%); Benfica:22 (5%), e São Jorge de Arroios: 21 (5%). Ainda de acordo com o documento produzido pela autarquia, destes 432 indivíduos 31% têm idades entre os 25 e os 34 anos, sendo na sua maioria do sexo masculino (331).

segunda-feira, julho 18, 2005

Intervenção da Vereadora no lançamento de dois livros sobre a toxicodependência e a solidão dos idosos

Exmo. Senhor Reitor da Universidade Técnica de Lisboa
Exmo. Senhor Presidente do Conselho Directivo da Faculdade de Motricidade Humana
Exmo. Senhor Presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência
Exmo. Senhor Presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria de Belém
Minhas Senhoras e Meus Senhores:

É com muita honra que participo na apresentação destes dois livros (“Entre Pares na Infância e na Adolescência” e “Entre Pares ao Longo da Vida”), que reflectem a preocupação e a procura constante de soluções, para problemas tão graves como a toxicodependência e a solidão dos idosos.

Sem querer privilegiar nenhum dos livros, permitam-me que comece por falar primeiro dos idosos, dado que os mais velhos devem ter sempre prioridade.

Desde que assumi as funções de Vereadora da Acção Social, que me empenhei em combater a solidão e o isolamento que afectam os idosos de Lisboa.
Por terem mais idade e experiência, os idosos podem e devem participar activamente na resolução dos problemas da nossa cidade.

Afinal, não é por serem mais velhos que devem ser votados ao esquecimento.

Foi na sequência desta ideia que nestes últimos quatro anos lutei para que os nossos idosos tenham uma vida melhor.

O programa LX-Amigo é disso um exemplo. Através de um simples telefonema, equipas de trabalho deslocam-se às residências dos idosos para realizar reparações domésticas.

Mas há mais.

O Programa Praia/Campo Sénior, que teve início este mês, permite que os mais velhos possam usufruir de umas férias na praia e no campo, com animações próprias para a sua idade e sempre em sã convívio.

E para os que querem participar activamente na resolução dos problemas da nossa cidade, temos ainda o Banco de Voluntariado, no qual participam mais de 150 idosos.

Estes idosos são o exemplo de que a idade constitui o início de mais uma etapa, e não o fim.

Minhas Senhoras e Meus Senhores:

A problemática do consumo de drogas é, actualmente, uma questão que nos preocupa a todos, quer sejamos pais, políticos ou simplesmente cidadãos.

Foi a pensar nesse problema, que o pelouro da Acção Social da Câmara Municipal de Lisboa elaborou o Plano Municipal de Prevenção e Inclusão de Toxicodependentes e Sem-Abrigo (mais conhecido como Plano LX), cujos resultados são já visíveis.

Através do Plano LX, conseguimos dar um passo em frente no combate à toxicodependência na nossa cidade, sempre em articulação com diversas instituições.

Orgulho-me, por isso, de poder anunciar a existência de alguns casos de sucesso. E cada caso de sucesso constitui, para nós, uma grande vitória!

Mas para que os casos de sucesso se multipliquem, precisamos de apostar cada vez mais na prevenção primária. E é isso que temos feito!

Neste campo, destaco os resultados do Programa Intervir, através do qual são atingidos, anualmente, cerca de 5 mil crianças e jovens inseridos em projectos de prevenção. Tudo isto, com a colaboração das Juntas de Freguesia.

Minhas Senhoras e Meus Senhores:

Além dos programas de prevenção primária, importa ainda referir as medidas de prevenção secundária e inclusão do Plano LX.

Neste ponto, agradeço o papel e o trabalho das nossas equipas de rua que, dia e noite, contactam com os grupos de risco, no sentido de motivar os toxicodependentes a mudar de vida.

Graças ao trabalho destas equipas, conseguimos já diminuir comportamentos e práticas de risco associadas ao consumo de drogas, além de melhorar as condições sociais, de higiene e de saúde da população toxicodependente.

Enquanto Vereadora da Acção Social, tenho plena consciência de que temos ainda um longo caminho a percorrer. Mas não posso deixar de destacar o muito que já foi feito, mesmo sabendo que para vencer esta batalha temos todos que nos unir.

Minhas Senhoras e Meus Senhores:

Sem querer prolongar demasiado a minha intervenção, permitam-me que felicite a Junta de Freguesia de Santa Maria de Belém por ter tomado a iniciativa de, em conjunto com a Faculdade de Motricidade Humana, elaborar estes dois estudos.

Os estudos que promoveram e que hoje apresentam constituem um importante instrumento de trabalho, que permitirá uma intervenção social mais eficaz.

Pelo Vosso trabalho e empenho, muito obrigada!

terça-feira, julho 12, 2005

Intervenção na apresentação do livro "Exclusão Social: A sua problemática e respostas na cidade de Lisboa"

Exmo. Senhor Presidente da Assembleia Municipal
Exmos. Senhores Vereadores
Exmos. Senhores Deputados

Como todos bem sabem, uma cidade com as dimensões de Lisboa concentra vários problemas de exclusão social, aos quais todos nós, enquanto responsáveis políticos, temos o dever e a obrigação de dar resposta.

Prostituição, toxicodependência e sem-abrigo são as principais problemáticas sociais de que nos lembramos quando abordamos o tema da exclusão social. Mas existem outros!

Idosos no mais completo isolamento, crianças e jovens que, por falta de acompanhamento, vão parar às ruas, abandono escolar, são outros dos problemas que enfrentamos, e para os quais urge encontrar resposta.

Nos últimos cinco anos, muito foi feito. Além de parcerias ou protocolos com associações e instituições, o Pelouro de Acção Social empenhou-se em encontrar e aplicar soluções concretas para os vários fenómenos de exclusão social.

Enquanto vereadora da Acção Social, orgulho-me em poder afirmar que conseguimos melhorar a vida de muitos lisboetas, apesar de ter consciência de que o nosso trabalho não está terminado.

Tendo como base o programa eleitoral que apresentámos em 2001, aplicámos várias medidas para combater os fenómenos de exclusão social. Por exemplo:

- Aumentámos as Actividades de Tempos Livres, por forma a que as nossas crianças e jovens estejam ocupadas após o horário escolar. Hoje, esta é uma prioridade do Governo, mas para nós representa uma prioridade desde o início do mandato.

- Ainda a pensar nas crianças e nos jovens, apostámos em programas como o Praia/Campo, RODA e Marchas Populares, cuja adesão tem aumentado de ano para ano.

- Criámos programas a pensar nos idosos, sobretudos naqueles que vivem sozinhos, sem o apoio da família, e com muitas dificuldades. Não podemos esquecer que a população idosa facilmente é excluída. Por isso, programas como o LX-Amigo ou o Lisboa Porta-a-Porta são tão importantes.

- No campo da toxicodependência e prostituição colocámos no terreno dezenas de equipas, cuja função é alertar e prevenir os grupos de risco e, ao mesmo tempo, sensibilizá-los para mudar de vida.

Senhoras e Senhores Deputados:

Poderia continuar a enumerar as medidas que foram colocadas em prática neste mandato. Prefiro, no entanto, apelar para a necessidade de continuarmos, todos juntos, a lutar contra todo e qualquer tipo de exclusão social.

É certo que o combate à exclusão social faz-se através de medidas concretas, mas é igualmente incontestável que esta luta só se vence através da colaboração e de parcerias com instituições e associações. E, acima de tudo, com a ajuda da sociedade civil.

Neste ponto, quero agradecer a todos os cidadãos que contribuem no Banco de Voluntariado, um instrumento importantíssimo para combater os fenómenos de exclusão social.

Senhoras e Senhores Deputados da Assembleia Municipal:

Quero ainda saudar o livro que hoje é aqui apresentado. Mais do que uma obra, este livro representa um contributo de reflexão para o combate à exclusão social na nossa cidade, com análises e sugestões de alguns dos problemas existentes em Lisboa.

A cidade constrói-se com a participação de todos. Por isso, reitero o apelo de, todos juntos, construirmos uma cidade melhor, mais justa e mais equilibrada.

Muito Obrigada!
(Assembleia Municipal de Lisboa, 12 de Julho de 2005)

quinta-feira, julho 07, 2005

Intervenção na Câmara de Vereadores de Salvador da Bahía

Minhas senhoras e meus senhores

Quis a coincidência das datas que a nossa Assembleia Geral coincidisse com as comemorações dos 20 anos da nossa UCCLA.

Hoje, reunidos em sessão solene em comemoração deste evento neste belíssimo edifício da Câmara dos Vereadores da Cidade de Salvador, prestamos homenagem a todos os que nos antecederam nesta organização. E cumpre dizê-lo, agradecer a ideia do vereador José Carlos Fernandes, que com a sua proposta, quis associar Salvador a este magnífico evento.

Em vinte anos, assistimos a mudanças profundas no mundo que nos rodeia. Muros caíram, regimes mudaram, novas ideias surgiram.

Mas, infelizmente, tal não quer dizer que o mundo em que hoje vivemos seja um lugar mais seguro. O conflito latente entre ocidente e oriente desapareceu e com ele o mundo virou as suas preocupações e receios para outros níveis.

Por isso, não é de estranhar que palavras como globalização, conflito norte-sul e cooperação ganhem hoje em dia renovada actualidade.

Como sabemos, as mudanças que assistimos nestas últimas duas décadas não fizeram com que as desigualdades e as injustiças sociais desaparecessem. Mas hoje estamos em permanente comunicação com o que nos rodeia. Podemos estar tecnologicamente próximos, apesar de geograficamente distantes.

E hoje, empresas, cidadãos, governos e países assumem claramente preocupações de responsabilidade social. Actualmente estamos mais solidários, mais justos e mais preocupados com a realidade que nos rodeia.

Nesse sentido, a importância da UCCLA no mundo em que vivemos não deve ser considerada despiciente. A UCCLA tem a capacidade, os meios e a vontade de ser um interlocutor privilegiado junto de quem está disposto a ajudar quem mais precisa e de canalizar esta ajuda para que esta seja, de facto, útil aos mais necessitados.

É por isso que a UCCLA encara os próximos tempos com o necessário optimismo. Porque sabemos que, com a ajuda de todos podemos cumprir com coragem e dignidade o sonho do Eng.º. Nuno Kruz Abecassis.
(Salvador da Bahía, 7 de Julho de 2005)

terça-feira, julho 05, 2005

Intervenção na Bolsa de Negócios da XXI Assembleia Geral da UCCLA

Minhas senhoras e meus senhores,

Ao longo destes dois dias assistimos à vitalidade da UCCLA nas suas mais diversas vertentes.

Começámos com o Sr. Secretário Geral da UCCLA a falar da nova visão e do novo rumo que se pretende incutir nesta organização, para depois discutirmos os instrumentos internacionais de financiamento para os municípios e empresas.

Abordámos ainda qual o potencial de negócios nas cidades membro da UCCLA e tivemos a oportunidade de conhecer in loco quais os projectos e oportunidades de investimento pelas cidades membro, o que nos levou posteriormente à bolsa de negócios, a consequência lógica deste caminho iniciado na segunda-feira.

Aqui, empresas e as cidades puderam apresentar as suas ideias, os seus projectos e as suas carências. Quero, por isso, acreditar que esta bolsa de negócios que agora se encerra foi uma oportunidade única para juntar no mesmo palco os principais intervenientes neste processo.

Porém, sabemos que o que aconteceu foi apenas um primeiro passo. Como sabemos, há enormes carências nas nossas cidades membro, que não passam apenas pela boa vontade de empresas e disponibilidade financeira dos orçamentos municipais.

Hoje sabemos que muitos projectos, pela sua complexidade, morosidade e dotação financeira, não podem ser apenas assegurados por estes.

Nesse sentido, autarquias e empresas devem saber onde procurar os mecanismos de forma a cativar investimentos de organizações internacionais igualmente vocacionadas para o efeito. Não preciso aqui de lembrar o que tem sido feito por organizações como o PNUD ou o Banco Mundial.

Mas a UCCLA pode e deve ser um instrumento de coesão entre as várias vontades. Parcerias público-privadas, instrumentos internacionais, financiamentos externos são tudo mecanismos onde a UCCLA terá de ter uma palavra a dizer. Como organização inter-municipal, acredito que a UCCLA tem a capacidade de se assumir como um player credível junto de organismos, cidades e empresas.

Por isso, o que foi feito até aqui deve ser louvado. Mas todos sabemos que há ainda um longo caminho a percorrer. Tenhamos a vontade e a determinação de o fazer. Sempre em nome de quem mais precisa.
(Salvador da Bahía, 5 de Julho de 2005)

segunda-feira, julho 04, 2005

Intervenção na Sessão de Abertura da XXI Assembleia Geral da UCCLA

É com enorme satisfação que me encontro aqui em representação do Dr. Pedro Santana Lopes, em Salvador da Bahía, para mais uma Assembleia Geral da UCCLA. Um momento que, mais do que nunca, representa a vontade firme de aprofundamento da união entre as populações das cidades-membro desta organização e um motivo para um melhor conhecimento recíproco.

O programa que aqui nos juntou é ambicioso e será certamente aproveitado por todos para que se possa retirar o melhor destes dias.

Vamos certamente ter oportunidade de melhor conhecer e aprofundar os projectos que têm sido desenvolvidos pela UCCLA, mas este nosso encontro deve igualmente servir para escutarmos novos apelos, pois só assim a UCCLA poderá cumprir o papel para o qual foi criada.

Por isso, não quero deixar de agradecer a Salvador da Bahía e aos nossos convidados que se disponibilizaram a partilhar a sua experiência. Estendo o meu apreço às cidades, empresas e restantes oradores, cujos contributos irão certamente ser úteis para que a UCCLA possa fazer mais e melhor por quem mais precisa.

Minhas Senhoras e meus Senhores,

Assistimos à feliz coincidência de estarmos aqui reunidos uma semana depois da celebração dos 20 anos da UCCLA. O momento é, por isso, solene e de balanço, mas deve ser igualmente uma oportunidade para olhar para o nosso passado recente e avalizar as nossas perspectivas futuras.

Por isso, cumpre neste momento assinalar uma palavra de agradecimento ao Dr. Pedro Santana Lopes que, em 2002, na cidade da Praia - naquela que foi a sua primeira Assembleia Geral como Presidente da Comissão Executiva da UCCLA - tomou a decisão de relançar o projecto de Nuno Kruz Abecassis, ao anunciar o reforço do orçamento da instituição para 2,5 milhões de Euros. Dez vezes mais do que o orçamento consagrado em 2001!

Mas, se o futuro é auspicioso, atrás de nós está uma História da qual todos temos motivo para nos sentirmos orgulhosos.

Evoco aqui também o seu principal impulsionador, Nuno Kruz Abecassis, a quem esta organização tanto deve. Na obra Lisboa Minha Vida, Abecassis lembrava que «a UCCLA tem sido palco de frutuosa e intensa acção de intercâmbio e cooperação. Na formação de quadros e prestação de serviços; na implantação de equipamentos sociais; na transferência de tecnologias; na cedência de maquinarias para uso urbano; na ajuda ao procurement e ao intercâmbio empresarial multilateral, muito tem a UCCLA ajudado a criar condições e oportunidades concretas de desenvolvimento económico, social e cultural a cada um dos parceiros».

É por isso que, ao longo destas duas décadas, a UCCLA tem exemplos de histórias de sucesso das quais todos nos podemos orgulhar. Às vezes tudo partiu de uma ideia, de um raciocínio conduzido em equipa, que levou a que surgisse um projecto de cooperação.

Outras vezes, foram os próprios municípios que sentiram a necessidade de recorrer à UCCLA, para que a organização pudesse ajudá-los em momentos de maior carência.

Minhas senhoras e meus senhores,

Hoje, no início dos nossos trabalhos, aproveitemos também para agradecer não só os amigos que connosco trabalham, mas também a todos os que contribuíram para que a UCCLA fosse hoje uma marca reconhecida, respeitada e recomendada no mercado.

Em tempo de festa e de comemoração dos êxitos passados, não podemos deixar de olhar para o que aí vem. Actualmente, são muitas e variadas as obras em curso que mostram que a UCCLA tem ao seu dispor os meios e a vontade para as concretizar.

O futuro mostra-se, por isso risonho. Acreditamos que o caminho iniciado em 1985, graças ao espírito empreendedor de Krus Abecasis, não tem agora qualquer espécie de recuo.

Ontem, como hoje, temos o potencial para mostrar que a UCCLA está, como sempre esteve, ao serviço da Língua Portuguesa e das cidades irmãs que a compõem.

Minhas senhoras e meus senhores,

Esta Assembleia Geral será o que os seus intervenientes assim o desejarem. Na convicção, porém, de que existem aqui os meios necessários para que todos saiamos daqui com um maior envolvimento neste projecto que nos é comum.

Nos últimos tempos, tem-se dito que a UCCLA está numa encruzilhada. Acredito que esta Assembleia Geral poderá ser determinante para o futuro desta instituição!

Devemos escolher o caminho certo para que, todos nós sem excepção, possamos, à medida das nossas capacidades e possibilidades, fazer da UCCLA um instrumento privilegiado para que esta organização faça o que sempre fez melhor.

O desafio tem um nome: Cooperação. Saibamos ser dignos deste desafio para que o possamos honrar!
(Salvador da Bahía, 4 de Julho de 2005)

Helena Lopes da Costa na sessão de abertura da XXI Assembleia Geral da UCCLA. Salvador da Bahía, 4 de Julho de 2005.

II Encontro das Oficinas de Teatro começa terça-feira

Durante dois dias (terça e quarta-feira) irá decorrer o II Encontro das Oficinas de Teatro, uma iniciativa na qual estará em debate o Programa Sócio-Educativo que é implementado pelo Departamento de Educação e Juventude da Câmara Municipal de Lisboa nas Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico e Jardins de Infância da Rede Pública.

Este encontro, uma iniciativa conjunta do pelouro da Educação da Câmara Municipal de Lisboa e da Faculdade de Motricidade Humana, irá decorrer nos dias 05 e 06 de Julho, na Faculdade de Motricidade Humana (junto ao Estádio Nacional), entre as 15:30 horas e as 18:30 horas.

O II Encontro das Oficinas de Teatro destina-se a educadores de infância, professores, animadores, alunos e docentes, estando também aberto à sociedade civil, por forma a que todos possam contribuir no debate e na apresentação de ideias e soluções.

Esta iniciativa insere-se no âmbito do Programa Sócio-Educativo Oficinas de Teatro, que é implementado pelo Departamento de Educação e Juventude da câmara desde há uma década.

Além do debate, estará ainda patente ao público uma exposição, com os trabalhos realizados nas Oficinas de Teatro.

Acção Social em debate na quinta-feira

Vários responsáveis pelo Departamento de Acção Social da Câmara Municipal de Lisboa vão reunir-se na quinta-feira num encontro aberto à sociedade civil, para fazer o balanço do trabalho feito em Lisboa nos últimos cinco anos, discutir problemas e propor soluções.

A reunião - intitulada Encontro Lisboa Acção Social - irá decorrer durante todo o dia no Fórum Lisboa, que será o palco para responsáveis, técnicos, professores universitários ou participantes discutirem de que forma a autarquia poderá ser, cada vez mais, uma cidade para todos.

À vereadora de Acção Social, Helena Lopes da Costa, caberá abrir o encontro, sendo seguida depois por outros responsáveis pela Acção Social. Os desafios do trabalho em rede, Tempos Livres: da infância ao envelhecimento activo e acessibilidades serão apenas alguns dos temas dos painéis em debate.

Durante o encontro será ainda anunciado o trabalho realizado no âmbito da Acção Social, e feito o balanço de algumas das medidas aplicadas pela autarquia nos últimos cinco anos, nomeadamente o Projecto RODA, a Acção Praia/Campo, a Acção Praia/Campo Sénior, o Programa Lisboa Feliz ou ainda as Férias Complementares ao Apoio Domicilário.

Ainda no encontro, visitantes e participantes poderão observar algumas exposições que estarão patentes, como a Mostra da Escola de Artes e Ofícios Tradicionais, a mostra da Oficina de Fotografia Espaço Municipal de Flamenga, entre outras.

Será também nessa altura que será divulgado o primeiro número da revista Cidadania - com artigos sobre o trabalho feito ou a realizar pelo pelouro de Acção Social - e o site do mesmo departamento.

sexta-feira, julho 01, 2005

Acção Praia/Campo 2005 começa segunda-feira

Várias centenas de crianças dos bairros municipais de Lisboa iniciam segunda-feira (dia 04 de Julho) o primeiro de dez dias de férias na praia e no campo, uma iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa, que se irá repetir por mais duas vezes até ao final de Agosto.

Este ano participam na Acção Praia/Campo cerca de 5300 jovens (entre os 6 e os 12 anos), que serão repartidos por três turnos: de 04 a 15 de Julho, de 18 e 29 de Julho e, finalmente, de 01 e 12 de Agosto.

Durante estes dias de férias, as crianças dos bairros municipais de Lisboa poderão usufruir de actividades lúdicas, desportivas e culturais, sempre em contacto com a natureza.

Para transportar as crianças das Juntas de Freguesia onde residem à praia de S. João, na Costa da Caparica, foram fretados 113 autocarros, que serão divididos pelos três turnos.

Nas equipas que acompanharão as crianças estarão vários monitores (na proporção de um para cada seis crianças), cuja função será garantir a segurança dos participantes. A formação destes monitores é da responsabilidade do Departamento de Acção Social.

Além dos monitores, estarão também no local vários coordenadores (na proporção de um para cada sete monitores), que deverão ter formação em socorrismo, organizada pelo DAS. É, no entanto, obrigatório, que pelo menos cada elemento da equipa tenha formação em primeiros socorros.

Todos os participantes na Acção Praia/Campo 2005 estarão abrangidos pelo seguro de acidentes pessoais e responsabilidade civil, efectuado pela Câmara Municipal de Lisboa.