terça-feira, julho 12, 2005

Intervenção na apresentação do livro "Exclusão Social: A sua problemática e respostas na cidade de Lisboa"

Exmo. Senhor Presidente da Assembleia Municipal
Exmos. Senhores Vereadores
Exmos. Senhores Deputados

Como todos bem sabem, uma cidade com as dimensões de Lisboa concentra vários problemas de exclusão social, aos quais todos nós, enquanto responsáveis políticos, temos o dever e a obrigação de dar resposta.

Prostituição, toxicodependência e sem-abrigo são as principais problemáticas sociais de que nos lembramos quando abordamos o tema da exclusão social. Mas existem outros!

Idosos no mais completo isolamento, crianças e jovens que, por falta de acompanhamento, vão parar às ruas, abandono escolar, são outros dos problemas que enfrentamos, e para os quais urge encontrar resposta.

Nos últimos cinco anos, muito foi feito. Além de parcerias ou protocolos com associações e instituições, o Pelouro de Acção Social empenhou-se em encontrar e aplicar soluções concretas para os vários fenómenos de exclusão social.

Enquanto vereadora da Acção Social, orgulho-me em poder afirmar que conseguimos melhorar a vida de muitos lisboetas, apesar de ter consciência de que o nosso trabalho não está terminado.

Tendo como base o programa eleitoral que apresentámos em 2001, aplicámos várias medidas para combater os fenómenos de exclusão social. Por exemplo:

- Aumentámos as Actividades de Tempos Livres, por forma a que as nossas crianças e jovens estejam ocupadas após o horário escolar. Hoje, esta é uma prioridade do Governo, mas para nós representa uma prioridade desde o início do mandato.

- Ainda a pensar nas crianças e nos jovens, apostámos em programas como o Praia/Campo, RODA e Marchas Populares, cuja adesão tem aumentado de ano para ano.

- Criámos programas a pensar nos idosos, sobretudos naqueles que vivem sozinhos, sem o apoio da família, e com muitas dificuldades. Não podemos esquecer que a população idosa facilmente é excluída. Por isso, programas como o LX-Amigo ou o Lisboa Porta-a-Porta são tão importantes.

- No campo da toxicodependência e prostituição colocámos no terreno dezenas de equipas, cuja função é alertar e prevenir os grupos de risco e, ao mesmo tempo, sensibilizá-los para mudar de vida.

Senhoras e Senhores Deputados:

Poderia continuar a enumerar as medidas que foram colocadas em prática neste mandato. Prefiro, no entanto, apelar para a necessidade de continuarmos, todos juntos, a lutar contra todo e qualquer tipo de exclusão social.

É certo que o combate à exclusão social faz-se através de medidas concretas, mas é igualmente incontestável que esta luta só se vence através da colaboração e de parcerias com instituições e associações. E, acima de tudo, com a ajuda da sociedade civil.

Neste ponto, quero agradecer a todos os cidadãos que contribuem no Banco de Voluntariado, um instrumento importantíssimo para combater os fenómenos de exclusão social.

Senhoras e Senhores Deputados da Assembleia Municipal:

Quero ainda saudar o livro que hoje é aqui apresentado. Mais do que uma obra, este livro representa um contributo de reflexão para o combate à exclusão social na nossa cidade, com análises e sugestões de alguns dos problemas existentes em Lisboa.

A cidade constrói-se com a participação de todos. Por isso, reitero o apelo de, todos juntos, construirmos uma cidade melhor, mais justa e mais equilibrada.

Muito Obrigada!
(Assembleia Municipal de Lisboa, 12 de Julho de 2005)