terça-feira, julho 05, 2005

Intervenção na Bolsa de Negócios da XXI Assembleia Geral da UCCLA

Minhas senhoras e meus senhores,

Ao longo destes dois dias assistimos à vitalidade da UCCLA nas suas mais diversas vertentes.

Começámos com o Sr. Secretário Geral da UCCLA a falar da nova visão e do novo rumo que se pretende incutir nesta organização, para depois discutirmos os instrumentos internacionais de financiamento para os municípios e empresas.

Abordámos ainda qual o potencial de negócios nas cidades membro da UCCLA e tivemos a oportunidade de conhecer in loco quais os projectos e oportunidades de investimento pelas cidades membro, o que nos levou posteriormente à bolsa de negócios, a consequência lógica deste caminho iniciado na segunda-feira.

Aqui, empresas e as cidades puderam apresentar as suas ideias, os seus projectos e as suas carências. Quero, por isso, acreditar que esta bolsa de negócios que agora se encerra foi uma oportunidade única para juntar no mesmo palco os principais intervenientes neste processo.

Porém, sabemos que o que aconteceu foi apenas um primeiro passo. Como sabemos, há enormes carências nas nossas cidades membro, que não passam apenas pela boa vontade de empresas e disponibilidade financeira dos orçamentos municipais.

Hoje sabemos que muitos projectos, pela sua complexidade, morosidade e dotação financeira, não podem ser apenas assegurados por estes.

Nesse sentido, autarquias e empresas devem saber onde procurar os mecanismos de forma a cativar investimentos de organizações internacionais igualmente vocacionadas para o efeito. Não preciso aqui de lembrar o que tem sido feito por organizações como o PNUD ou o Banco Mundial.

Mas a UCCLA pode e deve ser um instrumento de coesão entre as várias vontades. Parcerias público-privadas, instrumentos internacionais, financiamentos externos são tudo mecanismos onde a UCCLA terá de ter uma palavra a dizer. Como organização inter-municipal, acredito que a UCCLA tem a capacidade de se assumir como um player credível junto de organismos, cidades e empresas.

Por isso, o que foi feito até aqui deve ser louvado. Mas todos sabemos que há ainda um longo caminho a percorrer. Tenhamos a vontade e a determinação de o fazer. Sempre em nome de quem mais precisa.
(Salvador da Bahía, 5 de Julho de 2005)