segunda-feira, julho 04, 2005

Intervenção na Sessão de Abertura da XXI Assembleia Geral da UCCLA

É com enorme satisfação que me encontro aqui em representação do Dr. Pedro Santana Lopes, em Salvador da Bahía, para mais uma Assembleia Geral da UCCLA. Um momento que, mais do que nunca, representa a vontade firme de aprofundamento da união entre as populações das cidades-membro desta organização e um motivo para um melhor conhecimento recíproco.

O programa que aqui nos juntou é ambicioso e será certamente aproveitado por todos para que se possa retirar o melhor destes dias.

Vamos certamente ter oportunidade de melhor conhecer e aprofundar os projectos que têm sido desenvolvidos pela UCCLA, mas este nosso encontro deve igualmente servir para escutarmos novos apelos, pois só assim a UCCLA poderá cumprir o papel para o qual foi criada.

Por isso, não quero deixar de agradecer a Salvador da Bahía e aos nossos convidados que se disponibilizaram a partilhar a sua experiência. Estendo o meu apreço às cidades, empresas e restantes oradores, cujos contributos irão certamente ser úteis para que a UCCLA possa fazer mais e melhor por quem mais precisa.

Minhas Senhoras e meus Senhores,

Assistimos à feliz coincidência de estarmos aqui reunidos uma semana depois da celebração dos 20 anos da UCCLA. O momento é, por isso, solene e de balanço, mas deve ser igualmente uma oportunidade para olhar para o nosso passado recente e avalizar as nossas perspectivas futuras.

Por isso, cumpre neste momento assinalar uma palavra de agradecimento ao Dr. Pedro Santana Lopes que, em 2002, na cidade da Praia - naquela que foi a sua primeira Assembleia Geral como Presidente da Comissão Executiva da UCCLA - tomou a decisão de relançar o projecto de Nuno Kruz Abecassis, ao anunciar o reforço do orçamento da instituição para 2,5 milhões de Euros. Dez vezes mais do que o orçamento consagrado em 2001!

Mas, se o futuro é auspicioso, atrás de nós está uma História da qual todos temos motivo para nos sentirmos orgulhosos.

Evoco aqui também o seu principal impulsionador, Nuno Kruz Abecassis, a quem esta organização tanto deve. Na obra Lisboa Minha Vida, Abecassis lembrava que «a UCCLA tem sido palco de frutuosa e intensa acção de intercâmbio e cooperação. Na formação de quadros e prestação de serviços; na implantação de equipamentos sociais; na transferência de tecnologias; na cedência de maquinarias para uso urbano; na ajuda ao procurement e ao intercâmbio empresarial multilateral, muito tem a UCCLA ajudado a criar condições e oportunidades concretas de desenvolvimento económico, social e cultural a cada um dos parceiros».

É por isso que, ao longo destas duas décadas, a UCCLA tem exemplos de histórias de sucesso das quais todos nos podemos orgulhar. Às vezes tudo partiu de uma ideia, de um raciocínio conduzido em equipa, que levou a que surgisse um projecto de cooperação.

Outras vezes, foram os próprios municípios que sentiram a necessidade de recorrer à UCCLA, para que a organização pudesse ajudá-los em momentos de maior carência.

Minhas senhoras e meus senhores,

Hoje, no início dos nossos trabalhos, aproveitemos também para agradecer não só os amigos que connosco trabalham, mas também a todos os que contribuíram para que a UCCLA fosse hoje uma marca reconhecida, respeitada e recomendada no mercado.

Em tempo de festa e de comemoração dos êxitos passados, não podemos deixar de olhar para o que aí vem. Actualmente, são muitas e variadas as obras em curso que mostram que a UCCLA tem ao seu dispor os meios e a vontade para as concretizar.

O futuro mostra-se, por isso risonho. Acreditamos que o caminho iniciado em 1985, graças ao espírito empreendedor de Krus Abecasis, não tem agora qualquer espécie de recuo.

Ontem, como hoje, temos o potencial para mostrar que a UCCLA está, como sempre esteve, ao serviço da Língua Portuguesa e das cidades irmãs que a compõem.

Minhas senhoras e meus senhores,

Esta Assembleia Geral será o que os seus intervenientes assim o desejarem. Na convicção, porém, de que existem aqui os meios necessários para que todos saiamos daqui com um maior envolvimento neste projecto que nos é comum.

Nos últimos tempos, tem-se dito que a UCCLA está numa encruzilhada. Acredito que esta Assembleia Geral poderá ser determinante para o futuro desta instituição!

Devemos escolher o caminho certo para que, todos nós sem excepção, possamos, à medida das nossas capacidades e possibilidades, fazer da UCCLA um instrumento privilegiado para que esta organização faça o que sempre fez melhor.

O desafio tem um nome: Cooperação. Saibamos ser dignos deste desafio para que o possamos honrar!
(Salvador da Bahía, 4 de Julho de 2005)